Balelas (ou não) da Rua

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sem razão

De vez em quando ainda passamos na mesma rua, o mesmo sorriso de meninos reguilas que tanto sabemos fazer, o nosso pequeno jogo de olhares, a nossa pequena troca de pensamentos, não me tens em nada mas ir sem ti deixa-me com tão pouco.
Na tua sombra azul, não sei como te enervas tanto, nunca terias tudo, nunca passaríamos paredes, por muito respeito e empurrões, toques e puxões, iríamos ser um 'nunca mais' num eterno olá, seríamos os melhores amigos de todos aqueles que nos levariam para longe.
Tiremos os dias, as palavras negras, as histórias passadas e o céu que nos cobre, e andemos, para longe, com o sol no fim, nos teus passos, na minha sombra, fica por saber para onde, fica por saber como, sorri, andamos para lados opostos, de forma erradamente certa, até ao fim do dia, até ao começo do mundo.