Balelas (ou não) da Rua

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra

sábado, 18 de dezembro de 2010

Os 3 estarolas + 1 - III Aviões no Paraíso

As vezes dizemos que vimos algo quando na realidade não está lá. Sentimos que a realidade é uma ilusão que nos trespassa como uma lança de algodão rijo.
E se a realidade for real e for a nossa impassibilidade nirvância que nos para, que nos faz ter medo?
Queremos uns óculos que curem a miopia social e nos façam ver o que existe, a inexistência do existir e a existência do inexistente.

Já estes 2 nunca viram a realidade tal como ela é, nem se interrogam acerca da verosimilhança do que sentem e do que os aviões sentem por eles. Ignorância.... Choldra Provinciana!

Prémio Foto do Ano 2010 Unicef




As consequências de uma guerra são sequelas nos inocentes.
Relembro uma frase de Einstein:
"Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus. "

Na Foto: Nguyen Thi Ly, 9 anos, que sofre de deficiências resultantes da actuação do Agente Laranja, conseuqência da guerra do Vietname, na sua casa em Ngu Hanh Son Districto Da Nang, Vietnam.

Nota: o agente laranja foi usado como herbicida na guerra do vietname, mas as elevadas doses contendo agentes cancerígenos causaram estragos profundos nas populações.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

OUUUTTT

Queridos amigos, estou de partida para o Habitat onde me sinto mais Eu.
Voltarei em breve, até lá confio no meu co-blogger para vos entreter!
Boas férias

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A alma desconhecida

A alma não faz de nós o que somos, mas ajuda...
A alma liga-nos à Terra, liga-nos aos outros pelo interlaçar das pernas...
A alma mantém-nos elegantes, faz-nos grandes... a alma permite-nos andar direitos.
Quando fixa, a alma sobe a auto-estima, faz-nos dançar sem quedas, faz-nos andar como quem desliza...
Quando a alma se afrouxa...Aí temos problema!
Pode-se estragar um dia, pode ser pior do que ver o Benfica sem a T-shirt do emblema.
Quando pegas em mim, a alma balouça... Aí Jesus! Para mim mulher é quase como partir a louça...
Tu sabes, somos mais pequenos que o Mundo sem as nossas almas..quer dizer tu não...a tua alma é sempre rasa.Chatice!Não partilhamos da mesma palermice...
Seria hora de perguntar... Que é isto afinal?Que é este atrofio de gente que segue porcas em plena capital nacional? Não é mais do que a constatação que também os sapatos têm alma, também essas coisas que os meninos pobres não têm e nós com tendo damos tão pouco valor! Povo estúpido, povo ignorante que antes mesmo de respeitar os seus semelhantes desrespeita a alma que a mamã, o titio ou sobrinho lhe deu.

Estimem as almas... também os sapatos vão ficar mais caros com esta crise...
Nota: comprar uma destas almas novas vai até aos 30euros, aproveite promoções!





Dedicated to Miss Capela

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ultimatum - Álvaro de Campos


E tu, qualquer outro, todos os outros, açorda Briand-Dato. Boselli da incompetência ante os factos todos os estadistas pão-de-guerra que datam de muito antes da guerra! Todos! todos! todos! Lixo, cisco, choldra provinciana, safardanagem intelectual!

E todos os chefes de estado, incompetentes ao léu, barris de lixo virados para baixo à porta da Insuficiência da Época!
Tirem isso tudo da minha frente!
Arranjem feixes de palha e ponham-nos a fingir gente que seja outra!
Tudo daqui para fora! Tudo daqui para fora!
Ultimatum a eles todos, e a todos os outros que sejam como eles todos!
Senão querem sair, fiquem e lavem-se.



Falência geral de tudo por causa de todos!
Falência geral de todos por causa de tudo!
Falência dos povos e dos destinos — falência total!
Desfile das nações para o meu Desprezo!

Tu, «esforço francês», galo depenado com a pele pintada de penas! (Não lhe dêem muita corda senão parte-se!)

Tu, cultura alemã, Esparta podre com azeite de cristismo e vinagre de nietzschização, colmeia de lata, transbordamento imperialóide de servilismo engatado!

Tu, «imperialismo» espanhol, salero em política, com toureiros de sambenito nas almas ao voltar da esquina e qualidades guerreiras enterradas em Marrocos!

Tu, Estados Unidos da América, síntese-bastardia da baixa-Europa, alho da açorda transatlântica nasal do modernismo inestético!

E tu, Portugal-centavos, resto da Monarquia a apodrecer República, extrema-unção-enxovalho da Desgraça, colaboração artificial na guerra com vergonhas naturais em África!

Agora a política é a degeneração gordurosa da organização da incompetência!
Agora a religião é o catolicismo militante dos taberneiros da fé, o entusiasmo cozinha-francesa dos Maurras de razão-descascada, é a espectaculite dos pragmatistas cristãos, dos intuicionistas católicos, dos ritualistas nirvânicos, angariadores de anúncios para Deus!

Agora é a guerra, jogo do empurra do lado de cá e jogo de porta do lado de lá!
Sufoco de ter só isto à minha volta!
Deixem-me respirar!
Abram todas as janelas!
Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo!

Acordo Ortográfico

domingo, 12 de dezembro de 2010

Imortais - Mafalda Veiga



Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Imortais - Displasia Existencial


Por momentos somos imortais e vemos o mundo pelos olhos de 2 crianças que apenas vêm. Apenas olhos, apenas, sentidos. E somos felizes. Apenas porque vemos o mar no horizonte, um barco onde podemos navegar por mares só nossos. Um rio inexistente que nos conduz a plenitude...

Que somos nós?
Quem sou eu? Onde estou e para onde vou?
Estragamos o momento quando pensamos na vida precária que estes seres que caminham aos pés de Alguém que de cima nos olha.

Esquecemos isto (ou não) e vivemos no pasmo existencial do momento, em pequenos/grandes solavancos que nos trazem momentos eufóricos e disfóricos sucedidos q quiçá simultâneos. Somos isto a anulação antagónica da existência meramente física. Somos o mundo concentrado um pequenos seres totipotentes.

Assim, às vezes somos felizes com os nossos sentidos (caeiro), outras pensamos e tememos o ultrapassar de uma linha demarcada pelo nosso próprio pensamento, somos medrosos (reis), outras de tantos pensarmos questionamos a nossa pópria existência e choramos por não conseguirmos APENAS aproveitar o momento lindo em que estamos (pessoa), e por último, queremos sentir tudo de todas as formas, ou abusando de susbtâncias ilícitas, ou simplesmente tacteando a existência do nosso espelho, até que nos apercebermos que tudo isto existe e tudo isto é nos alheio (álvaro).

Por fim, somos isto tudo e nada disto. Somos imortais dentro da nossa rasca mortalidade.
Sofremos de anomalias no que respeita ao eu, o que sou e o que faço aqui.
Somos imortais que morrem com displasia existencial.

Fica uma música em cima que pode dizer tudo ou nada dizer consoantes o grau displástico que cada um de nós tem.