Balelas (ou não) da Rua

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra

segunda-feira, 30 de maio de 2011

E O globo de ouro de Prémio de Mérito e Excelência vai para...Simone de Oliveira



Nasceu a 11 de Fevereiro de 1938 e com mais de 50 anos de carreira, Simone de Oliveira é a maior artista portuguesa da actualidade, a voz incontornável da música ligeira, deu a voz aos poetas quando estes não a tinham, deu a voz a Portugal quando este não podia falar.

Simone de Oliveira participou 2 vezes na Eurovisão com os temas Desfolhada (de Ary dos Santos) e Sol de Inverno. Aparte disso participou muitas mais vezes no Festival da Canção com temas como Apenas o Meu Povo, Degrau em Degrau...

Actriz de voz sonante foi uma das figuras do Parque Mayer, tendo pariticipado em séries televisivas e em peças de teatro variadas. Encabeçando as famosas peças de Lá Féria: Maldita Cocaína e Passa POr Mim No Rossio.

Porque falou mais alto que a voz, fica uma singela homenagem...

"Na voz de Simone as palavras reencontram a vibração e o volume, o contorno a sombra, o desgarrar ou a frescura, que sempre sonha dar-lhes quem ao papel as arremessa."

David Mourão-Ferreira

domingo, 29 de maio de 2011

Respira


Quando duvidares de ti
Quando suspeitares que não consegues
Quando pensas que nem acredita em ti
Quando achas que não te vais superar
Quando tens a certeza que está longe demais para estar perto
Quando o pensamento te inibe a acção
Quando o tédio te desprende da vida
Quando vês que não consegues
Quando achas que tudo é impossível
Quando o mundo se virar contra ti

Respira Fundo e Salta Porque somos parte da Natureza
E a ela nunca niguém a venceu

Porque Somos Excelentes Naquilo Que Fazemos

Respira fundo...
...e SALTA!

domingo, 22 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Viajar


Percorremos caminhos sem os ver realmente, observando pelo gosto do tacto as centrifugações hirtas que desconfiguram os seres parafraseados que são os viajantes.

Viajar é morrer neste sítio e esperar que se possa nascer num prado verde deslumbrando uma ténue linha de horizonte banhada pelo azul tépido que outrora foi nosso, nada é meu.

Nascer pela força parideira de um suspiro, vagando as ervas de espaço e controcendo a existência do vacuo da morte, viver, respirar, sentir cada grão de terra veranear-se do nosso corpo e sair da terra. Ir ao sol, ir ao sonho, ir a Deus, sem sair do momentâneo bafo de 100 anos de existência.

Acordarei num prado verde, acompanhado do eu que não encontro, sonhando um dia voltar rumo ao lugar onde não se pertence.

Viajar é morrer para nascer. Ousemos.

33 Degraus


Falta qualquer coisa, quando a meio da viagem, onde o corpo se afugenta de si próprio, impedindo de afastar os barcos que se atracaram ás vontades, vemos que quanto menos se vê mais se sente.

Que algo cegue as nossas almas por breves instantes.

A meio da viagem, onde se arrastam os barcos a meus pés, vejam que faltam 3 degraus e uma escuridão.

Só se aguarda que com a descida ao inferno se possa ascender ao céu...

Que se sinta o que já não se sente mais