Deparei-me com as frases mais simplificadamente complexas no estudo de Alberto Caeiro.
Como a qualquer génio coloca-se a questão...
Serão as suas criações poéticas e frásicas fruto do acaso ou de uma imensa virtualidade anímica desmaterializada?
Deleitem-se, com a capacidade de filosofar não filosofando:
Para além da realidade imediata não há nada
Nada pensa nada
Pensar é estar doente dos olhos e Pensar incomoda como andar à chuva
As coisas não têm significado, têm existência
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la , comer um fruto é saber-lhe o sentido
É lindo...
Um cinismo puro, incomodativo, para os obcecados da metafísica. Convidam-se os Homens modernos a viver segundo esta vontade descomprometida.
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