Balelas (ou não) da Rua

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Todo o mundo é assim

As coisas transformam-se, a chuva cai e aprende a parar, o sol nasce e deixa-se morrer, tudo se muda em mim, tudo se transforma por colapso rápido, por mudança súbdita como um sopro no ar, um nome a chamar, de longe, um abraço e um até mais, o horizonte vai longe e tudo o que o olho alcançar se deixa partir com ele, invadindo a terra do ninguém, sem ninguém notas, palavras e vozes, sinais e gestos, tudo é grande demais,

Todo o mundo é assim, tudo se fecha num fim.
Num horizonte longe, numa palavra surda.

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