Crescemos e os bichos cruéis que trespassam os livros tornam-se a realidade a enfrentar, há que rasgar o peito e lutar ou, simplesmente, ver que a realidade está à distância de um gesto.
Aqui diz-se quando ninguém deixa. Aqui manda-se vir sem os gajos ricos deixarem. Aqui fala-se... E fala-se... Por ser isso que nos mantém vivos
Balelas (ou não) da Rua
Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra
terça-feira, 10 de abril de 2012
Cruel
Existem aqueles seres crueis nos contos de fadas, nas historias de encantar das nossas infâncias, cobertas pela inocência de sermos os reis do nosso pequeno mundo, ao alcance da nossa frágil e pequena mão, sabendo que, se o medo a nós viesse podíamos fechar o livro, correr para o colo de alguém ou simplesmente ir à janela e ver o mar calmo espelhar-se nos nossos olhos de vida, recheados de alegria e ternura, ver o sol e esquecer a ilusão daquele momento.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Estranhos Como Eu
Existe um novo mundo, vem, vamos mostrar este novo mundo, este novo, mais coisas, partes nossas, campos verdes, mar de ondas, ventos a oscilar os nossos cabelos, sentir a natureza, apenas isso, aprender o que elas nos ensina, sentir o bater das árvores como o coração dos que morrem,
O mundo não é dos rostos que se cruzam
Mas dos corações que se tocam,
O mundo é de estranhos como eu
Barcos À Foz
Barcos Às cores, mergulhados no mundo inteiro pelo suor dos mares, beijados pela luz dos antepassados, Onde irão?, Aonde ao homem ainda não foi, Ao infinito do ser, ao tempo do mar
Anda Comigo

Hoje, enquanto a mirabolante ideia de transmitir vectores que não palavras ou complexas equações matemáticas matriciais, digo-te em palavras que não são minhas, são de todos e de quem as quiser receber, anda a lua,
Anda Comigo Ver Aviões, sem ninguém, com o mundo
Só nós, com todos,
Na tranquilidade que nos falta, No espaço que nos sobraq
segunda-feira, 26 de março de 2012
Espaço Impossível
Entre todas as distâncias a pior é aquela que não se sente, apenas com o passar dos anos sentimos aquele vazio a crescer, lapidando a alma, sentindo que nós poderíamos ter feito a diferença, podíamos ter estendido a mão, um simples abraço, um grande silêncio que só os verdadeiros amigos apreciam, e, contudo, deixamos o tempo passar, vazio pelas andanças da eternidade, andando circunscrito na sua vaidade, as desculpas de falta de tempo, os olás que já não se arrastam, as meras conversas de conveniência, Olá, Tudo Bem?, e por ai ficamos, sem saber o quando sentimos por dentro, sem conceber que este Olá deveria ser mais, deveria ter a voz que só nós sabemos ter, aquele toque mágico que se ganha com o passar dos anos, quer sejam muitos ou intensos, aqueles eram nossos.
Deixei a voz pender nos murmúrios, arrependo-me, como em tudo do que não faço, não o façamos.
A nossa voz, a nossa alma, transparece em cada sorriso, em cada momento,
"Põe tudo quanto és no mínimo que fazes".
Nunca é tarde enquanto houver tempo!...
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Gestos e Palavras

Os olhos abrem-se, as ondas batem, os cheiros apagam-se,
E tu não estás cá...
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