Balelas (ou não) da Rua

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Apenas Isso

É só assim que sei, não sei se bem ou se mesmo mal, apenas o passo mal dado poderá chamar à Terra a cabeça dos sonhos, Vento, soa um vento novo nos meus ouvidos e a saudade de um futuro tão distante aproxima-se na cumplicidade de uma amante, eternamente minha, eternamente alheia, aquele toque sereno que se sabe ser pago, aquela magia vazia de um olhar sedutor, aquela solidão de quem não consegue estar só, Apenas, vale o verão de sois sós para nos fazer pensar que embora as estradas se tenham separado, os caminhos poderão um dia se encontrar, Vai, não queiras ser peso morto, o futuro volta e quem sabe se o que foi será o eterno que regressa,
A vida são futuros trocados
E o passado são apenas passos já dados
Apenas isso e nada mais

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Porque em todos os silêncio há o murmurio de uma voz oca e de um passado distante, nesta estrada há um caminho directo ao precípicio, Não pares, Não ouses

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Grito

Um lado da mais voz eleva-se ao vento da tempestade, quer sair, quer amar as pedras da calçada, partir todos os vidros, queimar todas ar árvores, destruir o mundo, até que ele renasça pela força do vazio, quedo-me ao silêncio das palavras, senão o grito mais alto será aquele que nunca ninguém ouvirá.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Não Vou Medir Palavras

Quem não percebe silêncios, não conhece as palavras que me revestem de sentido, quero perder as vistas das cidades, descobrir o prazer do campo, sentir as migalhas da natureza elucidar me os olhos de mistérios naturais, ver as mudanças do tempo, sentir as estações no caminho, perder o fim, esquecer o começo, aplausos do mar à solidão dos homens, o afecto de um beijo sem o pecado da cidade, nem carros a andar, nem exaltações demais nos nossos olhos, o frio de estarmos onde há muito não nos sentimos, criar o mundo que eu prometi a mim mesmo, não adianta ignorar o mar,
Não vou medir palavras,
Quando este dia acontecer,
Não vou medir palavras,
não conseguirei esquecer

Nega

Nega as roupas que te obrigaram a vestir, despe te da humanidade que te incutiram, limpa os olhos com a maresia, grita de vez as palavras que não usas, cospe o dicionário, perde os fantasma que te carregam a scostas de peso, parte as molduras, termina os domínios,
Vai valer a pena, vai ter sentido,

Nega a alma que não te ousa medir, nega as pessoas que te medem, nega as estórias que te atormentam, nega as correntes de fascínio, Começa de Novo, nega a manhã e conta contigo, vai valer a pena e vai fazer sentido, não percas a luta, começa de novo e nega o que te basta e constrói o que te sobra

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Toque de Midas

Entre as mãos se  cria a distância e entre as palavras o silêncio, o não saber estar sem te poder olhar instala-se e o corpo ganha o formigueiro que se arrasta pelas pernas e nos sai pela boca sobre a forma de nada, vazio, parvoíces ou meros sons, nada faz sentido e tudo parece errado, vazio, não podes parar o tempo, podes tentar mas sabes que não vais conseguir, podes me tentar parar, mas o mundo roda, eu ando, o tempo passa, as mãos apartam-se, estamos perdidos no som dos tambores, ao som das tribos, sabendo que nada nos para, nem a voz dos Homens, nem o som dos pássaros, o movimento eterno do sol irá dizer que o Toque de Midas, aquele que transforma tudo em ouro poderá estar à distância de nada, Nunca saberemos, assim é o segredo do mundo, a alegria de sabermos sem nunca tentarmos ou a alegria de tentarmos sem nunca sabermos.

Caminho

Em cada passo do caminho pensarei em ti, no sorriso que me falta, na memória que me resta, no silêncio de nada te dizer, volto as costas não por não te querer ver mas numa tentativa de ver as memórias, memórias é tudo o que levo de ti, não chores, eu não chorarei, e eu irie sempre voltar a este lugar sabendo que já cá não estás mas na esperança de saber pelas rochas, ondas, flores ou ventos, que tiveste sorte, que há esperança, espero que elas te transmitam tudo porque eu irei sempre estar para lá das montanhas, em todos os vales, escondido no silêncio e apagado na escuridão, sabendo de ti como sempre soubeste de mim,
Pelo caminho, pela viagem, pela memória