E temos medo, muito medo e medo só.
De ser quem não queremos e estar onde não desejamos sentindo aquilo que não é para sentir. O ser humano é isto, ser, estar e sentir. Emoção Razão Interrogação.
Claro que a vida dos outros é vista com óculos alupados, muitas vezes igualmente abafados pela nossa ânsia de queres saber que bicho é aquele. Aquele bicho somos nós e são as cidades. É o mundo concentrado em células de pele pintada.
Que mundo é este que torna o homem finito?!
O maior dos Deuses é o Homem que se renova e reformula. Que cria e transforma. Que destrói e mata. Que nasce e morre numa espiral elíptica de interiorizações. Somos o infinito concentrado num pequeno ponto, disfarçado de zero.
Retorno. Retorno a ideia de não se saber quem sou e se sou alguém (para mim e para os outros) e de ninguém saber quem é. O espelho é baço, por mais polido que seja/esteja.
O vidro parte-se. O espelho quebra-se. E a vida é a cola com que se disfarça a fragmentação existencial.
Ninguém é o que pensa ser. Ninguém é.
Espera-se a individualidade da multidão na totipotência da individualidade.
Respiremos o ar poluído da cidade para um dia podermos respirar os ares do Alentejo...
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