Balelas (ou não) da Rua

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Euphoria

Calma, Silêncio e espaço vazio, num leve odor a relva sucumbes à terra que nos viu crescer, vês o teu sorriso nos meus olhos.
Até que o vento, até que o tempo, termina a eternidade que nos era destinada. Esta noite, neste chuva, o silêncio da tua ausência é o espaço que respiro em ti.
Até ao fim do tempo sei que eu e tu temos o direito de cair em terra, de nos revirar na alma deste solo, de sermos um, por muitos espaços que nos sucumbem. Estamos sozinhos neste universo campestre, livres e atentos, caminhamos ao infinito, sempre mais, sempre maior até deus, até ao silêncio.

Euphoria, porque subimos, porque sabemos, porque juntos somos mais, porque juntos tornamos o minuto em espaço, criamos o silêncio na luz e a voz na escuridão, Porque juntos somos espaço e tempo, somos a altitude do sonho.

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