...de dia...
Relaxa, suspira, estica-te, é a hora. O vento abranda, as luzes da rua acordam e devagar os mortos acordam com a música dos carros, a música sobe, o vento grita e sobe, tu acordas e vais, vais até ao fim do mundo, cantando, dizendo que é a vida, a tua, a única e complexa, redonda e mestica, sem caminho nem padrão, sem pontos ou vírgulas, na rua vês o sinais e as portas da frente vazias, os hotéis cheios de empresários perdidos, o comboio cheio de ar na mente de quem o mente viajar, onde irão, onde vais, segue não o sabes, acordar é isto, por nas pernas a energia necessária para ir sem destino, para deixar parado a inércia dos que sem ti correm melhor.
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