Calma, Silêncio e espaço vazio, num leve odor a relva sucumbes à terra que nos viu crescer, vês o teu sorriso nos meus olhos.
Até que o vento, até que o tempo, termina a eternidade que nos era destinada. Esta noite, neste chuva, o silêncio da tua ausência é o espaço que respiro em ti.
Até ao fim do tempo sei que eu e tu temos o direito de cair em terra, de nos revirar na alma deste solo, de sermos um, por muitos espaços que nos sucumbem. Estamos sozinhos neste universo campestre, livres e atentos, caminhamos ao infinito, sempre mais, sempre maior até deus, até ao silêncio.
Euphoria, porque subimos, porque sabemos, porque juntos somos mais, porque juntos tornamos o minuto em espaço, criamos o silêncio na luz e a voz na escuridão, Porque juntos somos espaço e tempo, somos a altitude do sonho.
Aqui diz-se quando ninguém deixa. Aqui manda-se vir sem os gajos ricos deixarem. Aqui fala-se... E fala-se... Por ser isso que nos mantém vivos
Balelas (ou não) da Rua
Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
O Café e o Fim do Mundo
Chove. Enquanto as gotas de água teimam insistentemente abraçar-me em pequenos toques de luxúria, eu ando pelas ruas de Lisboa, mesmo parado sinto que ando. Não sei se o destino que me cumpre é motivo suficiente para mover este corpo dormente pelas estradas que já tantos pisaram. Onde faltam estradas novas se todas nos levam aos sítios de antes?
O tempo entorpece, a chuva teima em não parar. Vejo rostos, fitando sombras que ninguém vê e rostos que ninguém toca. Esta empatia circula como o vento, afastando as almas para pólos de solidão.
Perante a chuva, afastados de todos, sentamo-nos. Parados. Inertes. Tropegos.
Enquanto esperamos pelo fim do mundo, bebamos café, juntos connosco, a sós com os outros.
O tempo entorpece, a chuva teima em não parar. Vejo rostos, fitando sombras que ninguém vê e rostos que ninguém toca. Esta empatia circula como o vento, afastando as almas para pólos de solidão.
Perante a chuva, afastados de todos, sentamo-nos. Parados. Inertes. Tropegos.
Enquanto esperamos pelo fim do mundo, bebamos café, juntos connosco, a sós com os outros.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Chuva de Gente
Será chuva ou será gente, as pessoas que vêm no caminho, caem falando, caem no vazio, não sei choro ou se rio,
será mais chuva a que cai ao meu colo, ou simplesmente gente que não consolo,
será gente a mais que cai do céu, ou apenas a chuva num triste véu
Será chuva ou será gente, estes que se apressam no caminho
Não sei se chuva ou se gente,
sei que ando sozinho, sei que ando contente.
será mais chuva a que cai ao meu colo, ou simplesmente gente que não consolo,
será gente a mais que cai do céu, ou apenas a chuva num triste véu
Será chuva ou será gente, estes que se apressam no caminho
Não sei se chuva ou se gente,
sei que ando sozinho, sei que ando contente.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Que Mais?
Dei-te o mundo na forma mais solene de haver, dei-te o silêncio das tardes, o mar que enche oceanos e as palavras de todos os momentos, uns olhos fracos, e uma voz ríspida, um mero abraço a um terno momento, um passeio a sós, uma tarde juntos, uma noite de estrelas, tempos mortos, futuros vivos, o que era meu, e o teu também, a árvore maior, o tempo inteiro, o passado neutro e eu tenho de ti meros fragmentos que nem sei se teus sãos,
Que mais te posso dar?
Um tempo parado, um silêncio amargurado, tempo, amor, ódio, desprezo, esperança, tudo é teu, os meus olhos mortos, o meu silêncio calado, são teus também, um espaço apertado, uma abraço separado, que mais queres de mim,
De ti sobra apenas a brisa do teu perfume e os restos da tua alma,
Só tenho para de dar mais um tempo de solidão
Um dança a dois, em passos a sós
Que mais te posso dar?
Um tempo parado, um silêncio amargurado, tempo, amor, ódio, desprezo, esperança, tudo é teu, os meus olhos mortos, o meu silêncio calado, são teus também, um espaço apertado, uma abraço separado, que mais queres de mim,
De ti sobra apenas a brisa do teu perfume e os restos da tua alma,
Só tenho para de dar mais um tempo de solidão
Um dança a dois, em passos a sós
Um jeito estúpido
Num bom café a meio de uma estrada não sei bem qual o seu caminho, uma boa tarde, não sei se era mesmo tarde, mas era mágoa, um jeito estúpido de falar, mas comumUma boa bica, cheia, intensa, volumosa, com cheiro picante, inunda os pinheiros de uma nova vida, bebe-se lentamente, um jeito estúpido de saborear, mas comum
Uma boa frase, um poema solto pelo canto da boca, num trejeito torto de perder pontos e vírgulas, um jeito estúpido de amar, mas comum
Um momento, mesmo que lento, eterno, mesmo que fraco, guardado, mesmo que o último, para sempre,
Um jeito estúpido de recordar
Mas único para nunca esquecer
Apenas Isso
É só assim que sei, não sei se bem ou se mesmo mal, apenas o passo mal dado poderá chamar à Terra a cabeça dos sonhos, Vento, soa um vento novo nos meus ouvidos e a saudade de um futuro tão distante aproxima-se na cumplicidade de uma amante, eternamente minha, eternamente alheia, aquele toque sereno que se sabe ser pago, aquela magia vazia de um olhar sedutor, aquela solidão de quem não consegue estar só, Apenas, vale o verão de sois sós para nos fazer pensar que embora as estradas se tenham separado, os caminhos poderão um dia se encontrar, Vai, não queiras ser peso morto, o futuro volta e quem sabe se o que foi será o eterno que regressa,
A vida são futuros trocados
E o passado são apenas passos já dados
A vida são futuros trocados
E o passado são apenas passos já dados
Apenas isso e nada mais
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