Balelas (ou não) da Rua

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra

sábado, 16 de novembro de 2013

Cidade

Quando a cidade me despenteia, largando as roupas pela madrugada, tecendo corpos pelo Temo e deixando pela calçada pequenos rastos de alma, perco me em todo o teu sentido. Ainda não te sei manhã...
Quando a cidade me despenteia, a madrugada me abraça e o corpo larga pela calçada
Pequenos traços de magoa, pequenos restos de lagrimas,
Não ficam desejos, nem se deixam sentidos, somos de onde estamos.

Em Lisboa não morro mas espero,
Até a cidade me despentear,
Até a tua mão me deixar.

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