Não sei se andei depressa demais, ou se te não deixei correr ao meu lado, mas estou distante, não vou estar aqui quando a noite chegar, não ficarei eterna rocha no mar de sargaços, estupidamente fixado nas ideologias baratas de um mundo capitalizado de banalizações, não se vêm horas de não voltar aqui, não sei quando te deixei de ver, nem em que lugar o sorriso perdi, pedi mais tempo para olhar, não há sobras para ver, eu não estou aqui.
O tempo é depressa demais para quem tem tudo no tempo morto à espera que de morto ele não se altere.
Sei que algum momento terei para te olhar, num outro tempo, com tempo de ver, de agora em diante, não vou estar aqui.
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